3 de ago de 2009

Em Digital


Na matéria Personagem de peça conta apenas com seu notebook para escapar da solidão, o Caderno Digital (nas perguntas de Igor Fidalgo) se aproxima da construção de Talvez. Leia um trecho abaixo:

"Como surgiu a ideia de encaixar o computador no monólogo?

Prefiro chamar a peça de sólo, em vez de monólogo. Não há solidão no espetáculo e, sim, um aventura humana de quem está sozinho. Há cinco anos, estava numa reunião de amigos no Joá com meu irmão. Ele não desgrudava do computador, pois estava paquerando online uma russa. A cada "Oh-oh" que ouvia do ICQ dele, era tomado por referências daquele país: imaginava o cenário da conversa, as paisagens russas... Naquela época, decidi que iria, de alguma forma, encaixar um computador no roteiro de uma peça de teatro.

Como começou sua pesquisa?

Selecionei algumas músicas do meu arquivo particular, que tem mais de três mil itens, para encaixar no repertório. As canções de bandas como White Stripes, New Order e Tunng que tocam em cena são acionadas por mim mesmo. O computador que está no palco é o meu laptop pessoal, que comprei via Mercado Livre. Salvei nele importantes vídeos do YouTube que exibo para o público, como aquele que ensina a construir uma bomba-caseira."

E rufam os tambores para a estréia hoje, terça-feira, dia 4 de agosto!

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