8 de ago de 2009

WWW, Telecatch e Possibilidades




DIAS DESSES, PERCORRENDO A REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, CHEGUEI NA REVISTA BACANTE QUE VOLTA E MEIA ME INTERESSA E ME IRRITA NA MESMA PROPORÇÃO. ELES ME PARECEM PEDANTES, MAS GOSTO DA PETULÂNCIA E DO ATAQUE DAQUELA GENTE. NESTE CASO NÃO CONHEÇO O(S) ROSTO(S) DE QUEM ESTA POR TRAZ DAQUELE COMPUTADOR, SE EXIBINDO ATRAVÉS DAS SUAS IDEOLOGIAS CULTURAIS E DA CENA.

MAS VAMOS LÁ. AONDE EU QUERO CHEGAR? VOU TENTAR – EU DISSE TENTAR - CHEGAR AO PONTO.

O TALVEZ FEZ PARTE DO MÓDULO DE OCUPAÇÃO DA CIA. DOS ATORES NO FIT RIO PRETO (VOU MANDAR FOTOS DA MONTAGEM EM BREVE). JUNTO COM NOSSA “PEÇA- ADVÉRBIO”, ESTIVERAM NA OFICINA CULTURAL FRED NAVARRO, UMA CASA, OS ESPETÁCULOS APROPRIAÇÃO®, ESTA PROPRIEDADE ESTÁ CONDENADA E BATE MAN. A NOSSA FOI A PRIMEIRA A SER APRESENTADA – NUM ESPAÇO BASTANTE REDUZIDO, ONDE A ÁREA DE INTERPRETAÇÃO NAO PASSAVA DE 2,50 M DE PROFUNDIDADE… COM UMA PROXIMIDADE DA PLATÉIA MÍNIMA, FAZENDO QUE QUALQUER VACILO INTERPRETATIVO FOSSE SUFICIENTE PARA PERDERMOS O CONTATO COM ELA, A TÃO ALMEJADA PLATÉIA.

E LÁ ESTAVAM NAQUELE LUGAR, PÚBLICO, CURADORES, CRÍTICOS, REPRESENTANTES DE FESTIVAIS, ATÉ QUEM JÁ TINHA MORADO ALI, ESTAVA LÁ. ERAM UM POUCO MAIS DE 40 A CADA DIA….

UMA VEZ FEITO O ESPETÁCULO, NO DIA APÓS A SEGUNDA APRESENTAÇÃO, VIERAM AS CRÍTICAS, NO JORNAL DO FESTIVAL QUE ELES CHAMARAM DE SUBJETIVO. AS CRÍTICAS FORAM BEM MAIS QUE RESPEITOSAS, DIALOGAVAM, DE CERTA FORMA, COM AS ESCOLHAS E PPONDERAÇÕES QUE FIZEMOS PARA LEVANTAR O TEXTO E, PRINCIPALMENTE, PARA COLOCA-LO NAQUELE LUGAR.

AI VAI AONDE QUERO CHEGAR…

DIA DESSES, CONFORME DIGITEI, AQUI NA “WWW” ENTREI NA REVISTA BACANTE E ENCONTREI, APARENTEMENTE, UMA (NÃO DUAS) CRÍTICA (S) AO ESPETÁCULO. QUANDO FUI LÊ-LA (S) PERCEBI QUE ERA UMA CRÍTICA A CRÍTICA FEITA PELO FIT RIO PRETO.

A PRINCIPIO ACHEI DESCABIDO. SERÁ QUE QUEM ESTÁ FAZENDO ISSO VIU A PEÇA ??

MANDEI UM POST E RECEBI ESTA RESPOSTA:

“Valeu pela visita. Difícil ver o diretor de uma peça por essas bandas. Pela tua pergunta, dá pra concluir que eu foquei tanto em criticar a crítica, que dá até impressão de que não assisti. Acho ótimo. O fato de ter visto ou não importa menos nesse caso, mesmo assim devo dizer que assisti duas vezes. (…) quero manter a teimosia da escolha e dialogar dessa vez só com os críticos e com quem já assistiu. Toda vez que escrevo sobre uma peça, faço essa escolha (público que viu, público que não viu, grupo, curadoria, crítica). Caso veja pela terceira vez, falarei sobre a peça propriamente.”

ACHEI MAIS DO QUE CURIOSA A RESPOSTA. O CARA SE PREDISPÕEM A VER OS ESPETÁCULO TRÊS VEZES, SERÁ QUE ESTÃO RE-SURGINDO OS “YAN MICHALSKI” OU OS “ALBERTO D’AVERSA” ? ISTO PODE SER BOM. NÃO, ISTO PODE SER ÓTIMO!

VALE DIZER QUE O FABRÍCIO, FOI BASTANTE DURO NO “TELECATCTH” COM O “OLHAR CRÍTICO”, ASSIM SE CHAMAVA ESTA PARTE DO JORNAL QUE INFORMEI. PERGUNTAS COMO:

“SOBRE O QUINTO PARÁGRAFO, VOCÊ REALMENTE QUERIA SABER “QUEM ESTÁ MESMO ALI? ÁLAMO QUE SE DIZ DÁRIO? DÁRIO IMPREGNADO DE ÁLAMO?”? A QUE REFLEXÃO VOCÊ QUER NOS LEVAR? VEROSSIMILHANÇA? VERDADE OU FICÇÃO?”; “…FIQUEI PAIRANDO POR MAIS UMA GRANDE DESCRIÇÃO, A SEU MODO, COM UM ELOGIO NO FINAL À “DIREÇÃO CERTEIRA E EFICAZ DE CÉSAR AUGUSTO”. O QUE DEFINE UMA DIREÇÃO CERTEIRA E EFICAZ? ARCO E FLECHA AJUDAM?”

SEI QUE ESTOU ME ESTENDENDO, MAS ESTE PONTO É CRUCIAL, POIS EXISTE ALGO DE NOTÁVEL. EU, VAIDOSO QUE SOU, ME PEGUEI QUERENDO OLHARES SOBRE O QUE FIZEMOS, MAS O QUE LI ESTENDIA O FIO, ABRIA O LEQUE, MESMO QUE DE UMA FORMA PEDANTE... POUCO IMPORTA. O QUE ESTAVA VALENDO ERAM AS POSSIBILIDADES DE EXTENSÃO DO MATERIAL ARTÍSTICO REALIZADO SEJA ELE “SUBJETIVO”, UTILIZANDO A PALAVRA-CONCEITO DO FESTIVAL, TÉCNICO OU, ENSTE CASO, CRÍTICO.

ABAIXO, SEGUE UMA MENSAGEM DO FABRÍCIO MURIANA PARA LÚCIO AGRA, AUTOR DA OUTRA CRÍTICA FEITA AO NOSSO TRABALHO:

“É LEGAL PODER VOLTAR A FALAR COM VOCÊ, TRÊS ANOS DEPOIS DAS SUAS AULAS QUE EU TANTO CABULEI NA PÓS-GRADUAÇÃO DO SENAC. DIFERENTE DA DEFINIÇÃO DO DICIONÁRIO, EU NÃO FIZ CÁBULA. FALTAVA ÀS AULAS POR RAZÕES MATERIAIS: PRECISAVA TRABALHAR PRA PAGAR O CURSO ONDE TINHA ME INSCRITO. DE REPENTE O TRABALHO, AGORA CRÍTICO, É A DESCULPA PARA O REENCONTRO ENTRE MESTRE E ESTUDANTE, E PARA PROPOR DIÁLOGOS QUE NÃO PUDE NA ÉPOCA. UM PEQUENO ADENDO SUBJETIVO.”

O TEXTO SEGUE EM OUTRO PONTO QUE MERECE DISCUSSÃO:

“ POR QUE DEFINIR O QUE É DA PERFORMANCE E O QUE É DO TEATRO? NÃO ACHEI QUE A VOCÊ SE IMPORTASSE TANTO COM DEFINIR O QUE É DO TEATRO, O QUE É DA PERFORMANCE OU O QUE ESTÁ NA FRONTEIRA. HÁ ALGUMA RAZÃO ESPECÍFICA PRA TENTAR DEFINIR ISSO NESSA OCASIÃO? EXISTE REALMENTE ESSA ZONA DE FRONTEIRA, DE LIMITE? TALVEZ SE NÃO TIVESSE FALTADO TANTO ÀS SUAS AULAS, NÃO ESTIVESSE FAZENDO ESSA PERGUNTA. MAS COMO O DIÁLOGO É PÚBLICO, PODE SERVIR NÃO SÓ A MIM.”

SE QUISEREM LER OS TEXTOS NA INTEGRA:

HTTP://WWW.BACANTE.COM.BR/REVISTA/CRITICA/TALVEZ-1
HTTP://WWW.BACANTE.COM.BR/REVISTA/CRITICA/TALVEZ-2

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